3.

ATRAÇÃO [2004]
Acrílica sobre Tela, 40x30cm.
Foto: Luis Oliveira.

2.

(...)

Como você se sente quando a obra de arte não olha para você?
[2008] Mistura, 70x50cm.
Foto: Luis Oliveira

1.



Cada um com os seus botões (... e porcas e parafusos, também!)
[2004] Acryóleo sobre tela e botões, 62x52cm.
Foto: LG

19.

 A ESPERANÇA AO QUERER SAIR DE DENTRO DA TAL CAIXA [2003]
Objeto, 60x35x35cm.
Foto: Luis Oliveira.

Eis que um dia estava prestando atenção nas coisas que as outras pessoas também prestam atenção. Ficamos assim, prestando atenção nas coisas por um bom tempo quando, não mais que de repente, percebemos que as coisas estavam prestando atenção de volta. Será? E as coisas prestam atenção? Eu que sou eu, junto com as pessoas que sabem dos eus que cada uma delas são, estamos prestando atenção nas coisas por tanto tempo e nem sabíamos que elas prestavam atenção de volta. Ah, mas será que as coisas prestam atenção do jeito que a gente presta? Será que as coisas prestam atenção nelas mesmas ou prestam atenção na gente? Será que as coisas sabem que a gente presta atenção? Sim, porque a gente nem sabia que elas prestavam atenção e elas prestavam assim mesmo. Será que as coisas prestam atenção na gente há mais tempo que a gente presta nelas? Será que para as coisas somos coisas? Aliás, porque então das coisas serem coisas e não gente que também presta atenção?

18.

COCÓ [2006]
Nanquim sobre canson, A4.

Às vezes, palavras demais tendem a se tornar incompreensíveis. Complica ainda mais quando se quer relacionar uma palavra com a que vem a seguir, com a próxima idéia, com aquilo que ainda não é. Por vezes, todas as palavras são menos que o necessário para dar conta do argumento. De qualquer forma, de pouquinho em pouquinho, palavras dispersas até que enchem o papo!

17.

A totalidade não é apenas aquilo que qualquer um representa sobre o todo. A forma que se apresenta é apenas um acidente que, se for compreendida enquanto conteúdo, ofusca a configuração do momentâneo. Na verdade, confesso: a forma é apenas receptáculo da força mística do cosmos. Aqui o cosmos tem camadas e contornos. Partes que circunscrevem um miolo, uma centralidade mínima de onde as possibilidades emanam triunfantes.

TAPETE MÁGICO [2001]
Desenho, A4.

16.

GLUB! GLUB! [2006]
Nanquim sobre canson, A4.

Desculpe o mau-humor. Ainda não é possível. Mas não o é, não por ser inviável. A poesia me sufoca. Adentra e incomoda. Entretanto, de nada adianta ocupar lugares indevidos com coisas impróprias. Não importa. Nem mesmo a emoção que chega à aorta. Atormentada pelo excesso, naufragada por impulsos anteriores, de nada adianta! Nada!